sexta-feira, 4 de agosto de 2023


Conheça a história da Chevrolet Caravan


Baseado no Chevrolet Opala, a Caravan também se tornou um dos grandes sucessos da General Motors Corporation . Na Europa, a perua foi fabricada pela alemã Opel como Rekord Caravan, nas versões de duas e quatro portas.

O ano era 1966 quando as primeiras unidades começaram a ser entregues aos proprietários. Denominado de Rekord C , tanto a configuração sedã (duas e quatro portas) quanto a perua substituíam o modelo B de 1965 de 1,9 litro, de quatro cilindros, utilizado mais tarde no esportivo Opel GT.

Aliás, a série C é bem popular no Brasil. Por aqui, o Opala foi lançado pela General Motors em 1968, durante uma apresentação feita no VI Salão do Automóvel de São Paulo.

O sucesso foi tanto que logo nos primeiros anos, o carro já era o mais novo sonho de consumo do brasileiro . Até o final de sua produção em 1992, foram vendidas mais de um milhão de exemplares.

A durabilidade de seus componentes mecânicos, o conforto e a inconfundível e elegante carroceria fizeram da linha Opala um dos veículos mais cobiçados até os dias atuais.Para o ano de 1975, surgia a maior revolução da linha Opala/Caravan coincidindo com os 50 anos da GM. A nova linha recebia uma nova frente e traseira, de estilo mais atualizado, capô com vincos acentuados, setas localizadas agora nas extremidades dos para-lamas dianteiros, nova grade, e lanternas redondas duplas, de estilo semelhante as do esportivo Corvette. Junto com o Opala , a sua variante perua também estreava a linha 1975. Denominada de Caravan , a perua só tinha a opção de três portas ao contrário da Opel Rekord Caravan , além dos motores de quatro e seis cilindros.

Assim como o Opala , a Caravan era idêntica aos seus precursores Opel Rekord, com exceção das quatro portas neste último, é claro. Para-choques, grade e adereços também eram diferentes.

A Chevrolet Caravan , assim como o Opala, eram oferecidos em duas versões, a de 2,5 litros e a de 4,1 litros, Standard e Comodoro, respectivamente.

Por fora, o desenho era bastante harmonioso. Atrás, as lanternas traseiras eram as mesmas do Opala e a placa de licença era posicionada no para-choque, causando uma linha mais limpa na tampa traseira.O espaço para bagagens era o ponto forte da Caravan , comportava bons 380 litros. Em 1977, tanto o Opala quanto a Caravan , na versão Comodoro contava com o motor de quatro cilindros, além da opção do antigo de seis cilindros, oferecido opcionalmente.

Três anos após o lançamento da Caravan , a GM completava 500 mil unidades produzidas, a linha Comodoro 78 passava a contar com o interior monocromático nas opções de cores, marrom, preta e vinho.

Além do aconchegante interior, o painel ficou mais requintado , contando com um conta-giros, dois pares de faróis de neblina (um posicionado na grade e o outro embaixo do para-choque) e um relógio analógico.

A vitaminada versão SS contava com o motor 250-S de 148 cv , alimentado por um carburador de corpo duplo. Esteticamente, a SS era diferenciada pelas rodas de seis polegadas, faixa preta decorativa nas laterais e no capô, faróis auxiliares e espelhos retrovisores esportivos pintados na cor do veículo.Para 1980, a linha Opala ganhava uma reestilização. Na perua Caravan , a grande modificação era notada pelas lanternas de formato trapezoidal. A frente recebia faróis retangulares, grade mais atual e limpa, além de um capô mais acentuado.

Os para-choques, por sua vez, tornavam-se maiores e ganhavam uma faixa de borracha, sendo que na versão SS estes eram pintados na cor da carroceria. Em outras palavras, um carro mais atual. No mesmo ano, a GM disponibilizava a versão topo de linha Diplomata que contava com um acabamento mais primoroso e rodas de alumínio de série.

Em 1985, a linha contava com algumas mudanças, desta vez mais sutis. No conjunto mecânico não houveram alterações. No ano seguinte, a Caravan Diplomata recebia a opção de pintura de dois tons, a saia e blusa e algumas alterações irrelevantes.

Novas mudanças só viriam na linha 1988. Os faróis e grade criavam uma linha mais harmônica ao conjunto. A versão SL estreava na linha como modelo de entrada e, além dela, havia a Comodoro SL/E e a luxuosa Diplomata SE que contavam com saídas do ar condicionado no túnel traseiro, ajuste de coluna de direção, alarme sonoro dos faróis ligados, trio elétrico, temporizador do facho dos faróis, entre outros mimos.Internamente, o painel era o mesmo das linhas anteriores. Apenas o volante, novos grafismos, e padronagem dos tecidos compunham a nova linha.

Em 1991, a Caravan recebia uma nova cara, considerada por muitos aficionados como a melhor série de todos os tempos de produção. Para-choques envolventes e janelas sem quebra-vento, rodas de aro 15 com pneus 195/65. No conjunto mecânico, os freios a disco nas quatro rodas e direção hidráulica (ZF Servotronic) passavam a contar como um item de série na Diplomata SE .

Com um sucesso acompanhado do Opala , a Caravan se despedia da sua linha de montagem em São José dos Campos (SP) em 1992, mais precisamente no dia 16 de abril de 1992, sendo que a última delas, foi uma Caravan ambulância.

 

História do Opala


Um clássico da indústria nacional


Opala é o primeiro carro da montadora produzido no Brasil, com 25 anos de história no país conquistou muitos brasileiros

Amado desde sua primeira unidade, o Chevrolet Opala tem uma história e tanto com o público brasileiro. A história de amor do Brasil começa pelo fato de ter sido o primeiro carro da empresa norte-americana a ser produzido em nossas terras. 

Sua fabricação iniciou em 1968 e continuou por quase 25 anos, saindo de linha somente em 1992. O Opala atingiu a marca de mais de um milhão de unidades produzidas, entre sedãs, cupês e as famosas caravans. 

Empurrãozinho de JK

Na década de 60, a General Motors recebeu a contribuição do Grupo Executivo da Indústria Automobilística (GEIA), criado pelo governo de Juscelino Kubitschek. Por meio dessa “força” foi definida a produção do primeiro carro nacional da Chevrolet. 

O projeto começou dois anos antes de seu lançamento, em 1966, quando a GM do Brasil fez uma coletiva no Clube Atlético Paulistano, em São Paulo, para anunciar o começo do projeto, que até então era chamado de 676. 

No começo do ano de lançamento, o presidente da General Motors, Damon Martin, falou: “A introdução dos padrões de qualidade Chevrolet no mercado brasileiro de automóveis acaba de ser anunciada”.

Pioneiro quando se fala de carro de passageiros da marca para o Brasil, o Opala foi lançado no segundo semestre de 1968, tornando o produto nacional “parte da consagrada família Chevrolet, a linha de automóveis mais conhecida em todo o mundo”.

O lançamento teve grande destaque, chegando ao público no VI Salão do Automóvel, realizado no Pavilhão de Exposições do Ibirapuera. O Chevrolet Opala estava, enfim, em cima de um palco giratório em um estande de 1.500 m², a mostra para todos os apaixonados por carros.

Apesar do Chevrolet Opala ter sido baseado no Opel Rekord alemão, Martin esclareceu que o produto brasileiro seria um carro médio. Já o conjunto mecânico foi atualizado para atender às condições brasileiras e vinha com especificações iguais ao norte-americano Chevrolet Impala.

Versões

A linha 1969 do Opala possuía apenas duas opções de acabamento: a Standard e a Luxo, estas com variações dos motores de 4 e 6 cilindros. O modelo em todas as opções possuía quatro portas. Alguns chamavam de Opala 2500 e 3800, respectivamente. O primeiro tinha motor de 153 pol3 (2509 cm³) e 80 cv de potência, enquanto o segundo recebeu o propulsor de seis-em-linha, 230 pol3 (3.768 cm³) de 125 cv de potência. 

Para o Opala, os engenheiros da GM produziram um sistema com tração traseira e suspensão independente nas quatro rodas, que possuía braços sobrepostos e posterior ao eixo, diga-se de passagem, igual ao do Opel Rekord.


Em 1970, chegava então a versão mais importante de sua história: a SS. Além dessa, a GM também completou a família Opala com a Gran Luxo. O Opala SS carregava sob o capô o propulsor 250 pol³ de 4,1 litros e 140 cv de potência, capaz de chegar a 170 Km/h em apenas 12 segundos. 

Externamente, o principal chamativo dessa versão eram os detalhes escurecidos e as rodas esportivas de aro 14. Por dentro, trazia volante de madeira com botão da buzina no centro com seu nome “SS”, conta-giros e relógio elétrico no console, câmbio de 4 marchas, rádio, desembaçador do para-brisa e freios dianteiros a disco.

Em 1975, o Opala ganhou uma derivação bem famosa, a Caravan. Na perua, a GM modificou as lanternas de formato trapezoidal. Além disso, a frente recebeu faróis retangulares e um capô mais acentuado. 

Em 1980, chegou ao mercado outra versão emblemática do Opala: o Diplomata. Esse modelo ganhou um novo desenho, um acabamento mais sofisticado e outros equipamentos de série: direção servo-assistida e ar-condicionado. 

No dia 16 de abril de 1992, foram produzidas as últimas unidades do icônico veículo, sendo elas um Opala Diplomata com transmissão automática e uma Caravan do tipo ambulância.

JK e seu fim em um Opala

Uma das curiosidades do Chevrolet Opala e sua história com Juscelino Kubitschek é um fato nem tanto agradável. JK era um dos principais financiadores da ideia do projeto de existir um carro nacional de alto desempenho. E foi justamente em um desses ele morreu. 

O fundador de Brasília morreu em um Chevrolet Opala 1970 perto de Resende/RJ, saindo de São Paulo. Em 22 de agosto de 1976, o ex-presidente foi atingido por um ônibus, perdendo assim o controle do carro e atravessando um canteiro, que por fim o levou a bater em um caminhão. Juscelino Kubitschek estava no banco de trás e só foi identificado por seu RG. 

Conheça a história da Chevrolet Caravan Baseado no Chevrolet Opala, a Caravan também se tornou um dos grandes sucessos da General Motors Cor...